A missão dos marxistas nos Estados Unidos

Os marxistas norte-americanos tem uma missão importante; unir os explorados contra o único inimigo concreto e verdadeiro culpado pelos males que vivenciam diariamente: os capitalistas e seu sistema econômico.

Deve arregimentar os brancos pobres, trabalhadores e parte da classe média afetada pela crise numa consciência de classe, mostrar os problemas do capitalismo e o porquê de se encontrarem nessa situação decadente, não só do ponto de vista econômico mas social.

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Quem são os pós-modernos e por quais motivos lutam contra eles os marxistas

Veja dez considerações introdutórias sobre o que é o pós-modernismo.

A partir do processo em que as jornadas de junho de 2013 foram a expressão mais notória o Brasil vem vivendo um momento de acirramento da mobilização das massas em torno dos conflitos políticos.

Um importante segmento social a se destacar nessa cena vem sendo aquele oriundo das camadas médias, que vêm oxigenando tanto forças à direita (a partir de forte inclinação ao fascismo) quanto à esquerda, em que uma das expressões, com base especialmente entre os meios estudantis, está na formação de coletivos identitários influenciados pelo pós-modernismo.

Com forte caráter anticomunista, latente ou declarado, estes segmentos pós-modernos vêm disputando espaço com militantes marxistas. Todavia, é frequente por parte de pessoas influenciadas pelo pós-modernismo a fuga das críticas, alegando uma suposta banalização do conceito de “pós-modernismo” ou se ancorando num alegado dogmatismo por parte dos críticos que, dizem, chamariam de “pós-modernismo” qualquer coisa que fugisse da sua “ortodoxia sobre luta de classes” (sic).

Então é necessário não só desmontar esse espantalho como ainda apontar, resumidamente, as principais críticas do marxismo ao pós-modernismo hoje.

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O socialismo funciona? – “Economias planificadas e de propriedade pública funcionam?”

Comparada com o capitalismo, a economia planificada funcionou muito bem.

A União Soviética foi um exemplo concreto do que uma economia planificada pôde produzir: pleno emprego, pensões garantidas, licença maternidade paga, limites de horas de trabalho, cuidados médicos e educação (incluindo ensino superior) gratuitos, férias pagas, moradia barata, cuidado infantil a baixo custo, transporte público subsidiado e baixa desigualdade de renda.

A maioria de nós deseja tais benefícios. Entretanto, eles são alcançáveis permanentemente? É largamente acreditado que embora a União Soviética tenha produzido tais benefícios, no fim a economia de propriedade pública e planificada provou-se um fracasso. Caso contrário, como explicar o fim do país? Ainda assim, quando a economia soviética foi pública e planificada, de 1928 a 1989, esta cresceu de forma sólida ano a ano, exceto durante os anos de guerra.

Para ser claro, enquanto as economias capitalistas mergulharam em uma depressão profunda e solidamente caíram em recessões de poucos em poucos anos, a economia soviética infalivelmente não o fez, expandindo-se incessantemente e proporcionando emprego a todos.

Longe de ser um fracasso, a economia pública e planificada da União Soviética funcionou notavelmente bem.

O que não funcionava era o capitalismo, com suas ocasionais depressões, regulares recessões, desempregos em massa e extremos de riqueza e pobreza, tanto mais evidente hoje quando as economias capitalistas contraem ou mancam juntas, condenando inúmeras pessoas à inatividade. O que eventualmente levou à queda da União Soviética foi o pedágio acumulado sobre a economia soviética para derrubá-la, a intensificação da Guerra Fria pelo governo Reagan e a inabilidade da liderança soviética para achar uma maneira de escapar do prejuízo que tais coisas causaram.

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“Por que está na moda a calúnia anti-China?”

Na medida em que a República Popular da China (RPCh) se reforça nos terrenos comercial, econômico, militar, político, científico e diplomático, surge uma clara estratégia midiática que consiste em iniciar um trabalho de preparação da opinião pública a aceitar qualquer medida futura de retaliação comercial, política ou mesmo militar contra o país destinado a se tornar a principal potência no século XXI. Retaliações como a destruição de sua embaixada em Belgrado pela OTAN em 1999 ou como a guerra comercial lançada pela UE em 2005(1).

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O desenvolvimento econômico soviético versus o Ocidental, por Noam Chomsky

Noam Chomsky é reconhecidamente um anarquista, crítico tanto do capitalismo (e principalmente do imperialismo dos EUA) como dos modelos socialistas implementados a partir do século XX em diversas partes do mundo. No entanto, o intelectual estadunidense reconhece os grandes benefícios que o “socialismo real” levou aos povos do Leste Europeu e principalmente da União Soviética.

Em lembrança das conquistas da URSS, que desapareceu em 25 de dezembro de 1991, há exatos 25 anos, reproduzimos a resposta a uma pergunta sobre o suposto fracasso da experiência socialista soviética, em uma palestra realizada nos anos 90 nos EUA.

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Fidel Castro: as eleições em Cuba são a antítese das eleições dos EUA

Nossas eleições são a antítese das que tem lugar nos Estados Unidos (…).

Ali o primeiro é  muito rico, ou conta com o apoio de muito dinheiro. Depois, investem somas enormes em publicidade, que é especialista em lavagem cerebral e reflexos condicionados. Ainda que haja honrosas exceções, ninguém pode aspirar a nenhum cargo importante sem dispor de milhões de dólares.

Para ser eleito presidente, se necessitam centenas de milhões, que saem dos cofres dos grandes monopólios. Pode triunfar o candidato com uma minoria dos votos nacionais.

Nas urnas têm comparecido cada vez menos cidadãos, já que muitos preferem trabalhar ou dedicar tempo a outra coisa. Há fraudes, truques, discriminação étnica e até violência.

O feito de que se vote mais de 90% dos cidadãos e as crianças do primário fiquem de custódia das urnas, é algo inusitado, não pode ser pensado se não for no “obscuro rincão do mundo”, agredido e bloqueado, que se chama Cuba.

Assim exercitamos os músculos vigorosos de nossa consciência.

Fidel Castro Ruz

19 de outubro de 2007