Somos obrigados a ouvir que Engels deturpou Marx: os marxólogos VS a realidade (por B. Torres)

Agora somos obrigados a ver marxólogos ‘marxianos’ – ou seriam “marcianos” – dizer que Engels deturpou o marxismo!

A “polêmica”? Segundo a concepção de alguns, Marx não compreenderia a dialética “movimento incessante”, mas apenas como um “método expositivo”.

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O fundamento dos computadores quânticos previstos por Engels há mais de um século atrás (por B. Torres)

É uma realidade que, tanto na filosofia, quanto nas ciências humanas e ciências experimentais, os princípios do materialismo dialético sofre ataque por todos os lados em âmbito acadêmico.

De um lado, estudiosos do campo da física, química e entre outras áreas não querem ter associado a imagem de suas pesquisas a “vãs filosofias utópicas como o marxismo”, por conta do anticomunismo que se enraizou nas fileiras da Academia.

Por outro lado, há também pessoas que se assumem enquanto marxistas, que defendem a dialética enquanto um “método expositivo sociológico”, mas fecham seus olhos para a realidade ao negarem a existência do princípio da negação da negação no meio natural.

Cientistas antimarxistas e marxólogos anticomunistas. Permeiam a academia e fecham seus olhos para observações filosóficas feito por clássicos do marxismo, que foram devidamente provadas naquela época, e a cada descoberta da ciência, mais e mais base tem tais observações.

Este é o caso, por exemplo, do fundamento dos computadores quânticos, e do comportamento das partículas subatômicas, que tem seu fundamentos filosóficos levantados desde Friedrich Engels, há séculos atrás, enquanto que tais observações no campo da física e da mecânica quântica só ganhado as atenções, de fato, nos tempos recentes.

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MARX: O que é o materialismo histórico? Uma síntese

Na produção social da sua vida, os homens contraem determinadas relações necessárias e independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a uma determinada fase de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais.

O conjunto dessas relações de produção forma a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se levanta a superestrutura jurídica e política e à qual correspondem determinadas formas de consciência social.

O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e espiritual em geral.

Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, pelo contrário, o seu ser social é que determina a sua consciência.

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Ser e não ser: eis a questão dialética!

Através dos tempos, o ser humano buscou das mais diversas maneiras entender o mundo que o cerca impondo certos mecanismos para isso. Um deles é a lógica, que nada mais é que a forma pela qual o homem busca validar determinados modos de raciocínios, que por sua vez, buscam explicar de forma material o mundo real, a realidade em si com tudo que a mesma engloba, desde o objetivo ao subjetivo.

E ao explicar a Lógica, chegamos a abordar o cerne do presente texto que procura validar a dialética como uma lógica dinâmica, a qual não procura negar a lógica formal aristotélica, mas fugir da binaridade: Verdade absoluta ou Verdade relativa, colocando um patamar transitório entre as duas.

O pensamento dialético, não busca imputar à lógica aristotélica uma “falsidade” epistemológica, e sim apontar o caráter unilateral da mesma, que cristaliza o ser ao não enxergar as relações que o mesmo tem consigo e com o que o cerca. O método dialético supera essa insuficiência quando entende o ser como um processo, como puro movimento, realizando esta façanha sem cair no relativismo de uma suposta negação da lógica formal, negação esta que não existe.

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Quem são os pós-modernos e por quais motivos lutam contra eles os marxistas

Veja dez considerações introdutórias sobre o que é o pós-modernismo.

A partir do processo em que as jornadas de junho de 2013 foram a expressão mais notória o Brasil vem vivendo um momento de acirramento da mobilização das massas em torno dos conflitos políticos.

Um importante segmento social a se destacar nessa cena vem sendo aquele oriundo das camadas médias, que vêm oxigenando tanto forças à direita (a partir de forte inclinação ao fascismo) quanto à esquerda, em que uma das expressões, com base especialmente entre os meios estudantis, está na formação de coletivos identitários influenciados pelo pós-modernismo.

Com forte caráter anticomunista, latente ou declarado, estes segmentos pós-modernos vêm disputando espaço com militantes marxistas. Todavia, é frequente por parte de pessoas influenciadas pelo pós-modernismo a fuga das críticas, alegando uma suposta banalização do conceito de “pós-modernismo” ou se ancorando num alegado dogmatismo por parte dos críticos que, dizem, chamariam de “pós-modernismo” qualquer coisa que fugisse da sua “ortodoxia sobre luta de classes” (sic).

Então é necessário não só desmontar esse espantalho como ainda apontar, resumidamente, as principais críticas do marxismo ao pós-modernismo hoje.

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A farsa intelectual dos pós-modernos

Em filosofia, o pós-modernismo (não confundam com o movimento artístico) é uma reação negativa à modernidade. No geral, o termo é paradoxo, porque além de não existir algo como “pós-modernismo”, este rótulo serve para designar precisamente, filosofias abstrusas e típicas do pós-guerras inspiradas no antigo irracionalismo de Nietzsche, no existencialismo, na fenomenologia de Husserl e mais remotamente, no naturalismo (tipo o Rousseauliano, mas não o Darwinista) e até na dialética hegeliana (um livro muito bom sobre o tema é o “Explaining Postmodernism: Skepticism and Socialism from Rousseau to Foucault” de Stephen Hicks).

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