Fidel Castro: as eleições em Cuba são a antítese das eleições dos EUA

Nossas eleições são a antítese das que tem lugar nos Estados Unidos (…).

Ali o primeiro é  muito rico, ou conta com o apoio de muito dinheiro. Depois, investem somas enormes em publicidade, que é especialista em lavagem cerebral e reflexos condicionados. Ainda que haja honrosas exceções, ninguém pode aspirar a nenhum cargo importante sem dispor de milhões de dólares.

Para ser eleito presidente, se necessitam centenas de milhões, que saem dos cofres dos grandes monopólios. Pode triunfar o candidato com uma minoria dos votos nacionais.

Nas urnas têm comparecido cada vez menos cidadãos, já que muitos preferem trabalhar ou dedicar tempo a outra coisa. Há fraudes, truques, discriminação étnica e até violência.

O feito de que se vote mais de 90% dos cidadãos e as crianças do primário fiquem de custódia das urnas, é algo inusitado, não pode ser pensado se não for no “obscuro rincão do mundo”, agredido e bloqueado, que se chama Cuba.

Assim exercitamos os músculos vigorosos de nossa consciência.

Fidel Castro Ruz

19 de outubro de 2007

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A farsa intelectual dos pós-modernos

Em filosofia, o pós-modernismo (não confundam com o movimento artístico) é uma reação negativa à modernidade. No geral, o termo é paradoxo, porque além de não existir algo como “pós-modernismo”, este rótulo serve para designar precisamente, filosofias abstrusas e típicas do pós-guerras inspiradas no antigo irracionalismo de Nietzsche, no existencialismo, na fenomenologia de Husserl e mais remotamente, no naturalismo (tipo o Rousseauliano, mas não o Darwinista) e até na dialética hegeliana (um livro muito bom sobre o tema é o “Explaining Postmodernism: Skepticism and Socialism from Rousseau to Foucault” de Stephen Hicks).

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Algumas características do fascismo

O discurso do fascismo contra o capitalismo e a democracia liberal nasce no exato momento do início do seu fracasso (as consequências do fim da primeira guerra e a quebra de 29 foram fundamentais para isso) e com o avanço dos comunistas em diversos países do mundo. Não é a toa que o ”bolchevismo”e a revolução soviética foi temida por todas as forças politicas no século XX.

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Os 10 principais desvios ideológicos dentro do movimento revolucionário e popular

Desde os tempos de Marx e Engels os revolucionários científicos travaram uma tenaz e decidida luta contra as concepções idealistas e metafísicas presentes no movimento operário. O surgimento do materialismo dialético e histórico criou uma ruptura indissolúvel entre os revolucionários que baseiam sua atuação e suas ideias na realidade material e objetiva, e aqueles que, se dizendo revolucionários, trabalham em cima de concepções tão concretas como o vácuo.

Mesmo após a vitória incontestável das posições científicas dentro do campo revolucionário, seus inimigos não se deram por vencidos, e a luta de ideias persistiu dentro dos movimentos populares. Com novas roupagens, seus adversários acusavam os marxistas fiéis a dialética e às posições revolucionárias de “atrasados”, embora seus argumentos a muito já tivessem sido postos ao ridículo.

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Che: “O que deve ser um jovem comunista?”

Quero formular agora, companheiros, qual é a minha opinião, a visão de um dirigente nacional das ORI, do que é que deve ser um jovem comunista, a ver se estivermos de acordo todos.

Eu acho que o primeiro que deve caracterizar um jovem comunista é a honra que sente por ser um jovem comunista. Essa honra que o leva a mostrar perante todo o mundo a sua condição de jovem comunista, que nem o vira para a clandestinidade, que nem o reduz a fórmulas, mas que o exprime a cada momento, que lhe sai do espírito, que tem interesse em demonstrá-lo porque é o seu símbolo de orgulho.

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Amílcar Cabral: A Nossa luta é fundamentalmente uma luta de libertação nacional ou uma luta de classes?

Nós somos um povo dominado pelo colonialismo português, ou, pelo menos, fomos dominados por ele, antes dos progressos da nossa luta. A nossa luta é uma luta de libertação nacional. Isto quer dizer que queremos acabar no nosso país com a dominação estrangeira, dominação sob forma política e sobretudo sob forma econômica.

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