China em Davos defende o livre comércio entre as nações: qual a surpresa? (por B. Torres)

É interessante o alvoroço gerado em certos segmentos políticos com a declaração da China. Os setores liberais elevam isso como uma prova da justeza e vitória do liberalismo sobre o socialismo (levado aqui como planejamento econômico). E amplos setores da esquerda falam a mesma coisa que esses liberais alegam, que o que ocorre na China é uma política econômica tipicamente neoliberal (discordando apenas sobre a superioridade do liberalismo sobre a planificação).

Mas parece que estão todos no mundo da lua. Parecem que nunca perceberam o mínimo sequer sobre a história chinesa, ou sobre economia básica.

É um fato que a economia chinesa tem se aberto ao mercado por meio de reformas que tem sua consolidação na década de 1980. É nessa época que eles articulam as ZEE’s (Zonas Econômicas Especiais). Sem compreender esses períodos anteriores, não compreenderemos a China hoje.

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“Por que está na moda a calúnia anti-China?”

Na medida em que a República Popular da China (RPCh) se reforça nos terrenos comercial, econômico, militar, político, científico e diplomático, surge uma clara estratégia midiática que consiste em iniciar um trabalho de preparação da opinião pública a aceitar qualquer medida futura de retaliação comercial, política ou mesmo militar contra o país destinado a se tornar a principal potência no século XXI. Retaliações como a destruição de sua embaixada em Belgrado pela OTAN em 1999 ou como a guerra comercial lançada pela UE em 2005(1).

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