“A antropologia cultural superou Engels”? A falsa superação acadêmica contra Morgan, Engels e o marxismo no âmbito antropológico

Este texto é um excerto dos comentários de Vinícius Bessi, com base nas concepções da acadêmica Eleanor Leacock, sobre a falsa ideia de superação do antropólogo Morgan (e também da obra “A Origem da Família” de Engels) em relação ao conceito de patriarcado.

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Amílcar Cabral: A Nossa luta é fundamentalmente uma luta de libertação nacional ou uma luta de classes?

Nós somos um povo dominado pelo colonialismo português, ou, pelo menos, fomos dominados por ele, antes dos progressos da nossa luta. A nossa luta é uma luta de libertação nacional. Isto quer dizer que queremos acabar no nosso país com a dominação estrangeira, dominação sob forma política e sobretudo sob forma econômica.

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Fidel Castro: “Não há nada pior do que dar as costas ao inimigo”

Em 2003 o governo Bush havia incrementado as tradicionais ações anti-castristas, ampliando o número de transmissões de rádio contra o regime para a ilha e os estímulos para a imigração ilegal. Num período de sete meses até abril de 2003 ocorreram sete sequestros de aeronaves e barcos com o objetivo de tomar rumo a Flórida, onde os sequestradores armados e violentos às vezes eram presos mas sempre acabavam liberados e com uma permissão de residência.

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Degeneração e “Geração Eu”: A Decadência da Juventude Revolucionária

Revolução, violência política, de fato toda violência é um jogo para o ser humano jovem. Jovens rebeldes determinados forjaram nações, como vimos ao longo da história. Mas esses homens foram verdadeiros revolucionários, fanáticos dispostos a sacrificar tudo, eles incorporavam a descrição de Nechaev, “O revolucionário é um homem condenado. Ele não tem interesses pessoais, negócios, emoções, ligações, propriedade ou nome. Tudo nele é completamente absorvido no único pensamento e na única paixão pela revolução“.

Tal devoção é rara no Ocidente moderno. Ademais, quando ela vem em formas estrangeiras, tal como o militante islâmico ou o guerrilheiro latino-americano ela se torna o grosseiro “radical chic” de rebeldes universitários que vestem camisetas de Che Guevara ou keffiyehs manufaturados em fábricas capitalistas escravagistas. Todo espírito pseudo-revolucionário juvenil existe hoje inteiramente dentro dos parâmetros do capitalismo, desenraizado, commodificado, certamente não-ameaçador à ordem estabelecida. A parafernália da revolução é apenas um instrumento de marketing por valor de choque. Isso aponta para uma questão maior, que a pose de resistência ao sistema foi já totalmente integrada ao sistema.

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Ficaremos todos sem emprego em breve. Um Futuro de Miséria ou de Liberdade depende de você

“Em qualquer fábrica de primeiro mundo, no lugar de operários agrupando peças e apertando parafusos, encontraremos diversas máquinas de última geração. Ao mesmo tempo, casas inteiras são construídas em poucas horas por uma impressora 3D gigante, envolvendo apenas uma ou duas pessoas no processo.”

Essa é a previsão do jornalista David Baker para os próximos anos, e ele não está exagerando, basta constatarmos o avanço da automação na vida diária dos cidadãos que vivem nos países centrais.

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Kwame Nkrumah: “O Socialismo Africano revisitado”

O termo “socialismo” tornou-se uma necessidade nos discursos de palanque e escritos políticos de líderes africanos. É um termo que nos une no reconhecimento de que a restauração dos princípios sociais humanistas e igualitários da África demandam o socialismo. Todos nós, portanto, embora seguindo políticas bastante contrastantes na tarefa de reconstruir nossos vários Estados-nações, ainda usamos o “socialismo” para descrever nossos respectivos esforços. “A questão deve, portanto, ser enfrentada : que significado real o termo retêm no contexto da política africana contemporânea?” Eu alertei sobre isso em meu livro Consciencism (Londres e Nova York, 1964, p. 105).

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Ofensiva e Resistência ao imperialismo cultural

O imperialismo não se manifesta apenas na economia, comércio ou militarmente, mas também culturalmente. E onde os resultados são tão ou mais desastrosos e duradouros é justamente neste ultimo.

A cultura de um povo também é a base de sustentação da sua resistência social frente ao domínio de interesses estrangeiros.

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Nacionalismo e Internacionalismo: dois sentimentos necessários (por B. Torres)

Está imbuído no senso comum a noção de que “internacionalismo” e “nacionalismo” são conceitos necessariamente opostos. Tem sido muito disseminado a ideia de que a presença do primeiro anula o segundo, e a presença do segundo anula o primeiro. Há a ideia de que nenhuma pessoa, ou nenhuma organização política, pode ser nacionalista e ao mesmo tempo internacionalista.

Essa maneira binária de pensar a relação dialética entre nacionalismo e internacionalismo realmente possui fundamento? Acredito que não, e discorrerei aqui o porquê. Primeiramente, precisamos compreender o que que são cada um desses conceitos, e depois porque advogamos ambos.

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O Anti-Marxismo da Concepção Interseccional (por B. Torres)

A esquerda no geral sempre foi espaço para uma assídua disputa de linhas. Tais disputas ocorrem no seio do MCI (movimento comunista internacional), no seio dos partidos, ou mesmo no seio de movimentos de massas (como o movimento negro ou o movimento de mulheres).

Essas disputas de concepção sempre ocorreram e, ainda hoje, ocorrem.

No seio da esquerda em geral, e dos movimentos de minorias em particular, há uma concepção que vêm adquirindo grande força. A chamada posição interseccional. Tal concepção tem grande força sobretudo nos movimentos de mulheres adeptos do feminismo.

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