Só existe uma Coreia! (por Matheus Novaes)

Vou falar pela última vez:

Não existe “melhor Coreia”.
Não existe “verdadeira Coreia”.
Não existe concorrência entre as Coreias.

Existe UMA Coreia, uma parte dela livre dos americanos e autodeterminada e a parte sul que teve sua democracia popular esmagada com a chegada americana pós queda japonesa.

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China em Davos defende o livre comércio entre as nações: qual a surpresa? (por B. Torres)

É interessante o alvoroço gerado em certos segmentos políticos com a declaração da China. Os setores liberais elevam isso como uma prova da justeza e vitória do liberalismo sobre o socialismo (levado aqui como planejamento econômico). E amplos setores da esquerda falam a mesma coisa que esses liberais alegam, que o que ocorre na China é uma política econômica tipicamente neoliberal (discordando apenas sobre a superioridade do liberalismo sobre a planificação).

Mas parece que estão todos no mundo da lua. Parecem que nunca perceberam o mínimo sequer sobre a história chinesa, ou sobre economia básica.

É um fato que a economia chinesa tem se aberto ao mercado por meio de reformas que tem sua consolidação na década de 1980. É nessa época que eles articulam as ZEE’s (Zonas Econômicas Especiais). Sem compreender esses períodos anteriores, não compreenderemos a China hoje.

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O socialismo funciona? – “Economias planificadas e de propriedade pública funcionam?”

Comparada com o capitalismo, a economia planificada funcionou muito bem.

A União Soviética foi um exemplo concreto do que uma economia planificada pôde produzir: pleno emprego, pensões garantidas, licença maternidade paga, limites de horas de trabalho, cuidados médicos e educação (incluindo ensino superior) gratuitos, férias pagas, moradia barata, cuidado infantil a baixo custo, transporte público subsidiado e baixa desigualdade de renda.

A maioria de nós deseja tais benefícios. Entretanto, eles são alcançáveis permanentemente? É largamente acreditado que embora a União Soviética tenha produzido tais benefícios, no fim a economia de propriedade pública e planificada provou-se um fracasso. Caso contrário, como explicar o fim do país? Ainda assim, quando a economia soviética foi pública e planificada, de 1928 a 1989, esta cresceu de forma sólida ano a ano, exceto durante os anos de guerra.

Para ser claro, enquanto as economias capitalistas mergulharam em uma depressão profunda e solidamente caíram em recessões de poucos em poucos anos, a economia soviética infalivelmente não o fez, expandindo-se incessantemente e proporcionando emprego a todos.

Longe de ser um fracasso, a economia pública e planificada da União Soviética funcionou notavelmente bem.

O que não funcionava era o capitalismo, com suas ocasionais depressões, regulares recessões, desempregos em massa e extremos de riqueza e pobreza, tanto mais evidente hoje quando as economias capitalistas contraem ou mancam juntas, condenando inúmeras pessoas à inatividade. O que eventualmente levou à queda da União Soviética foi o pedágio acumulado sobre a economia soviética para derrubá-la, a intensificação da Guerra Fria pelo governo Reagan e a inabilidade da liderança soviética para achar uma maneira de escapar do prejuízo que tais coisas causaram.

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“Por que está na moda a calúnia anti-China?”

Na medida em que a República Popular da China (RPCh) se reforça nos terrenos comercial, econômico, militar, político, científico e diplomático, surge uma clara estratégia midiática que consiste em iniciar um trabalho de preparação da opinião pública a aceitar qualquer medida futura de retaliação comercial, política ou mesmo militar contra o país destinado a se tornar a principal potência no século XXI. Retaliações como a destruição de sua embaixada em Belgrado pela OTAN em 1999 ou como a guerra comercial lançada pela UE em 2005(1).

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Por que a União Soviética foi a verdadeira ganhadora da corrida espacial (e não os EUA)

Quando a Apollo 11 chegou à Lua em 1969 e o astronauta Neil Armstrong deu seu “grande salto para a humanidade”, tudo parecia perdido para a União Soviética.

Milhões de pessoas no mundo todo viram essas imagens na televisão. E, na história popular, foram os Estados Unidos que se tornaram os grandes vencedores da corrida espacial contra a União Soviética (URSS).

Mas, na realidade, esse é um pensamento equivocado. Os verdadeiros pioneiros da exploração espacial foram os astronautas soviéticos e, grande parte dos avanços conquistados à época e utilizados até hoje na Estação Espacial Internacional (EEI) se devem a conhecimentos e inovações descobertas pela União Soviética.

Essa é a conclusão do documentário produzido pela BBC “Astronautas: como a Rússia venceu a corrida espacial“, que teve acesso a documentos importantes e entrevistou protagonistas da extraordinária briga entre soviéticos e americanos para conquistar o Universo.

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O desenvolvimento econômico soviético versus o Ocidental, por Noam Chomsky

Noam Chomsky é reconhecidamente um anarquista, crítico tanto do capitalismo (e principalmente do imperialismo dos EUA) como dos modelos socialistas implementados a partir do século XX em diversas partes do mundo. No entanto, o intelectual estadunidense reconhece os grandes benefícios que o “socialismo real” levou aos povos do Leste Europeu e principalmente da União Soviética.

Em lembrança das conquistas da URSS, que desapareceu em 25 de dezembro de 1991, há exatos 25 anos, reproduzimos a resposta a uma pergunta sobre o suposto fracasso da experiência socialista soviética, em uma palestra realizada nos anos 90 nos EUA.

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Fidel Castro: as eleições em Cuba são a antítese das eleições dos EUA

Nossas eleições são a antítese das que tem lugar nos Estados Unidos (…).

Ali o primeiro é  muito rico, ou conta com o apoio de muito dinheiro. Depois, investem somas enormes em publicidade, que é especialista em lavagem cerebral e reflexos condicionados. Ainda que haja honrosas exceções, ninguém pode aspirar a nenhum cargo importante sem dispor de milhões de dólares.

Para ser eleito presidente, se necessitam centenas de milhões, que saem dos cofres dos grandes monopólios. Pode triunfar o candidato com uma minoria dos votos nacionais.

Nas urnas têm comparecido cada vez menos cidadãos, já que muitos preferem trabalhar ou dedicar tempo a outra coisa. Há fraudes, truques, discriminação étnica e até violência.

O feito de que se vote mais de 90% dos cidadãos e as crianças do primário fiquem de custódia das urnas, é algo inusitado, não pode ser pensado se não for no “obscuro rincão do mundo”, agredido e bloqueado, que se chama Cuba.

Assim exercitamos os músculos vigorosos de nossa consciência.

Fidel Castro Ruz

19 de outubro de 2007

Che: “O que deve ser um jovem comunista?”

Quero formular agora, companheiros, qual é a minha opinião, a visão de um dirigente nacional das ORI, do que é que deve ser um jovem comunista, a ver se estivermos de acordo todos.

Eu acho que o primeiro que deve caracterizar um jovem comunista é a honra que sente por ser um jovem comunista. Essa honra que o leva a mostrar perante todo o mundo a sua condição de jovem comunista, que nem o vira para a clandestinidade, que nem o reduz a fórmulas, mas que o exprime a cada momento, que lhe sai do espírito, que tem interesse em demonstrá-lo porque é o seu símbolo de orgulho.

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“O sistema político em Cuba: uma democracia autêntica” (Anita Prestes)

O governo do povo, pelo povo e para o povo”

(Abraham Lincoln)

Ao estudar o sistema político vigente em Cuba, é necessário lembrar que seus antecedentes remontam ao ano de 1869, quando o povo da pequena ilha caribenha lutava de armas na mão pela independência do jugo colonial espanhol.

Seus representantes se reuniram na parte do território já liberado e constituíram a Assembléia Legislativa, que aprovou a primeira Constituição da República de Cuba em armas. Era assim estabelecida a igualdade de todos os cidadãos perante a lei e abolida a escravidão até então existente.

Essa primeira Assembléia Constituinte elegeu o Parlamento cubano daquela época e também, de forma democrática, seu Presidente, assim como o Presidente da República de Cuba em armas, designando ainda o Chefe do Exército que levaria adiante a luta pela independência.

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