“Marx vagabundo”: como seria se liberais tratassem seus ideólogos tal qual tratam Marx (por Davi Dias)

Há várias críticas a Marx. Mas, com a exceção da Escola Austríaca, que até tenta fazer uma critica a seu pensamento econômico, a maioria das acusações não passam de ataques infantis. Por exemplo, a de que Marx era um “vagabundo” que não trabalhava, “sustentado” pelo seu “amigo burguês”, Engels, e que teria traído sua esposa com a empregada. Fala-se ainda que Marx era “racista” e “machista”.

Mas, será que ele era o único pensador que pode ser atacado por essas acusações?

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O Sindicato precisa lutar pela superação do sistema (por Andrey Vitor)

Sindicalistas que estão aguerridos na luta contra a superexploração do trabalhador e a perca de direitos que consiste na atual conjuntura, não esqueçam que a luta pelo salário melhor é um ciclo que se repete dentro do sistema capitalista, e que a única solução para este problema é a superação completa do sistema.

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“Análise concreta das condições concretas”: a relação entre o Partido dos Panteras Negras com o Marxismo-Leninismo e Pensamento Mao Tsé-Tung

Este artigo é um texto, feito por Chao Ren, sobre o Partido dos Panteras Negras, suas origens e fundamentos ideológicos e, sobretudo, seu caráter inovador e científico frente ao problema da contradição entre o proletariado preto oprimido e a burguesia imperialista branca – opressora.

Baseado no Marxismo-Leninismo e também no pensamento Mao Tsé-Tung, os dirigentes do PPN fizeram evoluir a filosofia de Malcolm X e a libertação do povo afro-americano com base no materialismo-dialético – ainda sim, sem se declararem exclusivamente marxistas.


 “… A coisa mais essencial no marxismo, sua alma viva, é a análise concreta das condições concretas…”  (Mao Tsetung, “Sobre a Contradição”, Abril de 1937).

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“A antropologia cultural superou Engels”? A falsa superação acadêmica contra Morgan, Engels e o marxismo no âmbito antropológico

Este texto é um excerto dos comentários de Vinícius Bessi, com base nas concepções da acadêmica Eleanor Leacock, sobre a falsa ideia de superação do antropólogo Morgan (e também da obra “A Origem da Família” de Engels) em relação ao conceito de patriarcado.

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Ser e não ser: eis a questão dialética!

Através dos tempos, o ser humano buscou das mais diversas maneiras entender o mundo que o cerca impondo certos mecanismos para isso. Um deles é a lógica, que nada mais é que a forma pela qual o homem busca validar determinados modos de raciocínios, que por sua vez, buscam explicar de forma material o mundo real, a realidade em si com tudo que a mesma engloba, desde o objetivo ao subjetivo.

E ao explicar a Lógica, chegamos a abordar o cerne do presente texto que procura validar a dialética como uma lógica dinâmica, a qual não procura negar a lógica formal aristotélica, mas fugir da binaridade: Verdade absoluta ou Verdade relativa, colocando um patamar transitório entre as duas.

O pensamento dialético, não busca imputar à lógica aristotélica uma “falsidade” epistemológica, e sim apontar o caráter unilateral da mesma, que cristaliza o ser ao não enxergar as relações que o mesmo tem consigo e com o que o cerca. O método dialético supera essa insuficiência quando entende o ser como um processo, como puro movimento, realizando esta façanha sem cair no relativismo de uma suposta negação da lógica formal, negação esta que não existe.

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A missão dos marxistas nos Estados Unidos

Os marxistas norte-americanos tem uma missão importante; unir os explorados contra o único inimigo concreto e verdadeiro culpado pelos males que vivenciam diariamente: os capitalistas e seu sistema econômico.

Deve arregimentar os brancos pobres, trabalhadores e parte da classe média afetada pela crise numa consciência de classe, mostrar os problemas do capitalismo e o porquê de se encontrarem nessa situação decadente, não só do ponto de vista econômico mas social.

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Quem são os pós-modernos e por quais motivos lutam contra eles os marxistas

Veja dez considerações introdutórias sobre o que é o pós-modernismo.

A partir do processo em que as jornadas de junho de 2013 foram a expressão mais notória o Brasil vem vivendo um momento de acirramento da mobilização das massas em torno dos conflitos políticos.

Um importante segmento social a se destacar nessa cena vem sendo aquele oriundo das camadas médias, que vêm oxigenando tanto forças à direita (a partir de forte inclinação ao fascismo) quanto à esquerda, em que uma das expressões, com base especialmente entre os meios estudantis, está na formação de coletivos identitários influenciados pelo pós-modernismo.

Com forte caráter anticomunista, latente ou declarado, estes segmentos pós-modernos vêm disputando espaço com militantes marxistas. Todavia, é frequente por parte de pessoas influenciadas pelo pós-modernismo a fuga das críticas, alegando uma suposta banalização do conceito de “pós-modernismo” ou se ancorando num alegado dogmatismo por parte dos críticos que, dizem, chamariam de “pós-modernismo” qualquer coisa que fugisse da sua “ortodoxia sobre luta de classes” (sic).

Então é necessário não só desmontar esse espantalho como ainda apontar, resumidamente, as principais críticas do marxismo ao pós-modernismo hoje.

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O socialismo funciona? – “Economias planificadas e de propriedade pública funcionam?”

Comparada com o capitalismo, a economia planificada funcionou muito bem.

A União Soviética foi um exemplo concreto do que uma economia planificada pôde produzir: pleno emprego, pensões garantidas, licença maternidade paga, limites de horas de trabalho, cuidados médicos e educação (incluindo ensino superior) gratuitos, férias pagas, moradia barata, cuidado infantil a baixo custo, transporte público subsidiado e baixa desigualdade de renda.

A maioria de nós deseja tais benefícios. Entretanto, eles são alcançáveis permanentemente? É largamente acreditado que embora a União Soviética tenha produzido tais benefícios, no fim a economia de propriedade pública e planificada provou-se um fracasso. Caso contrário, como explicar o fim do país? Ainda assim, quando a economia soviética foi pública e planificada, de 1928 a 1989, esta cresceu de forma sólida ano a ano, exceto durante os anos de guerra.

Para ser claro, enquanto as economias capitalistas mergulharam em uma depressão profunda e solidamente caíram em recessões de poucos em poucos anos, a economia soviética infalivelmente não o fez, expandindo-se incessantemente e proporcionando emprego a todos.

Longe de ser um fracasso, a economia pública e planificada da União Soviética funcionou notavelmente bem.

O que não funcionava era o capitalismo, com suas ocasionais depressões, regulares recessões, desempregos em massa e extremos de riqueza e pobreza, tanto mais evidente hoje quando as economias capitalistas contraem ou mancam juntas, condenando inúmeras pessoas à inatividade. O que eventualmente levou à queda da União Soviética foi o pedágio acumulado sobre a economia soviética para derrubá-la, a intensificação da Guerra Fria pelo governo Reagan e a inabilidade da liderança soviética para achar uma maneira de escapar do prejuízo que tais coisas causaram.

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“Por que está na moda a calúnia anti-China?”

Na medida em que a República Popular da China (RPCh) se reforça nos terrenos comercial, econômico, militar, político, científico e diplomático, surge uma clara estratégia midiática que consiste em iniciar um trabalho de preparação da opinião pública a aceitar qualquer medida futura de retaliação comercial, política ou mesmo militar contra o país destinado a se tornar a principal potência no século XXI. Retaliações como a destruição de sua embaixada em Belgrado pela OTAN em 1999 ou como a guerra comercial lançada pela UE em 2005(1).

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