Ofensiva e Resistência ao imperialismo cultural

O imperialismo não se manifesta apenas na economia, comércio ou militarmente, mas também culturalmente. E onde os resultados são tão ou mais desastrosos e duradouros é justamente neste ultimo.

A cultura de um povo também é a base de sustentação da sua resistência social frente ao domínio de interesses estrangeiros.

Porque a população pode resistir a ataques militares, econômicos e comercias contra seu território, porém quando conseguem impor uma nova realidade cultural em determinado país, é dessa forma que a derrota mostra-se mais difícil de ser revertida.

Pode-se afirmar

Onde trabalho, comunidade e classe convergem com tradições culturais e práticas coletivas, o imperialismo cultural recua” (Petras, O imperialismo cultural no finado século).

Os países latino-americanos, em especial o Brasil, sofrem violentamente com a imposição cultural da globalização promovida principalmente norte-americanos. É possível observar o problema claramente vendo os programas de TV, rádio, ou mesmo a “simples” utilização de roupas com a bandeira estadunidense em solo nacional.

No que se refere ao imperialismo, ele tem dois objetivos concretos em relação a esse ataque “um econômico e o outro político: capturar mercados para as suas mercadorias culturais e estabelecer hegemonia pela modelação da consciência popular”.
.
Ainda é necessário acrescentar mais detalhadamente os dois pontos pelos quais o imperialismo cultural age para manipular a população.

Na esfera política, o imperialismo cultural desempenha um grande papel na dissociação das pessoas, das suas raízes culturais e tradições de solidariedade, substituindo-as com necessidades criadas pela mídia, as quais mudam a cada campanha publicitária. O efeito político é alienar pessoas dos vínculos tradicionais de classe e de comunidade, atomizando e separando os indivíduos um do outro” (Petras, O imperialismo cultural no finado século).

Ou seja, destruir o coletivo e promover o individual, o estandarte neoliberal.

O projeto do imperialismo é dominar um povo por meio de todos os caminhos possíveis, os países subdesenvolvidos, em desenvolvimento, sofrem de forma mais intensa esse julgo neocolonial.

A resistência e o avanço no confronto contra o imperialismo, portanto, também deve acontecer no âmbito cultural.

As culturas regionais e nacionais, a solidariedade, o fortalecimento dos laços sociais e a aplicação de um programa político econômico independente e soberano são as respostas concretas diante desse cenário.

Vinicius Fernandes


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